Outra coisa muito legal que fizemos em Praga foi, assim como em Berlim, um walking tour por toda a cidade. Durou umas 5 horas, e isso dá uma fome... Lembrei exatamente mais uma das dicas que o Gabe Britto me passou, e bati essa dica com a nossa guia. Ela balançou positivamente a cabeça e abriu um sorrisão!
Nem tinha o que duvidar do Gabe. Ele não nos colocaria em fria. Ainda mais tratando-se do Potrefená Husa, um lugar que pra ele, é o que melhor resume a cidade. E olha que o cara morou lá por um ano, voltou outras duas vezes, em seguida, e mesmo assim segue amando-o.
De fato é bem divertido. Se estivesse localizado em qualquer outro lugar do mundo, seguramente o chamariam de "pub", em função da atmosfera boemia, da música boa e do entra-e-sai de com canecões de chopp.
O lugar é, digamos assim, muito gostosa. Ops, gostoso. Não saberia, assim como absolutamente todos os membros do staff, contar a história desse lugar. Mas certamente deve ter um passado bem peculiar, já que não tem cara de ter sido a vida inteira sede do Potrefená Husa. Inclusive, outro um bom tema de casa seria descobrir o que diabos significa "Potrefená Husa".
Tijolos e pedras superantigas, mas com frufrus contemporâneos. Mesmo assim, fica evidente a idade avançada dessa taberna. Tem uma cara de que serviu de esconderijo pra alguma coisa, bem estranha, porque é fundo pacas.
Uma das coisas que mais nos chamou atenção nessa noite foi o pessoal que tava comemorando o aniversário da menina de coletinho preto, rabinho de cavalo, bracinhos torneados, pele douradinha, olhos azuis, sorriso lindo e... bem, onde é que eu tava mesmo? Ah, o grupo tava bem animado, e fizeram uns quantos vira-viras de shots de absinto.
O meu pai se puxou no pedido dele, porque atacou uma coxa de pato caprichada com molho enferrujado puxado no bacon. Não tive a oportunidade de provar porque, como foi o primeiro prato que fotografei, ainda tive que tirar fotos do prato da minha mãe e do meu. E quando terminei, virei pro meu pai e ele tava agarrado no último osso da coxinha.
O da minha mãe eu consegui provar, porque ela foi mais devagar com o dela. Não faço a menor idéia do que seja, nem o motivo que ela encontrou para escolhê-lo, já que ninguém na mesa sabia direito o que era chunks roasted pork with garlic. Sim, a parte "with garlic" a gente entendeu. Agora, que tava bom, isso tava. E muito.
Em homenagem ao Gabe Britto, pedi o real vienna goulash. Comeria um desses todos os dias da minha vida. Até dois, quem sabe. É feito muito no capricho. O negócio é de responsa mesmo. Velho, tinhas toda a razão em ter este prato como uma das grandes experiências da tua vida!
A sobremesa é que não tinha muito a ver com o conceito do jantar. Mas nunca subestime o poder de um Häagen-Dazs. Ainda mais quando a bola de chocolate bem acompanhada de outra de doce de leite. A combinação mais tchaptchurãns no quesito "sorvete". E curti também o pratinho.
Todos sabem, pois é amplamente difundido, que Praga é a cidade que mais sedia despedidas de solteiros na Europa. Talvez por culpa de lugares como o Potrefená Husa, já os homens, basicamente, vão a Praga em busca de duas coisas: lindas mulheres e cerveja barata. Pois é, gastamos 60 reais por tudo isso...
Potrefená Husa
Resslova 1, Praga 2 - Nové Město
Fone: +420 224 918 691
Todos os cartões
Localização no mapa
Ao lado do hotel, topamos com o
Enquanto o Gustavo pirava com um rock das antigas que um artista de rua fazia na frente do pico, eu fui direto pra carta achar um refrescante
Começou o desfile de tapas. Pra abrir os trabalhos, nada seria mais perfeito que o
A Didi pirou tanto com o jamón que pediu uma ración, que ainda vinha numa porção maior que as tapas.
A própria Didi, pediu também uma
Todo mundo comia todas as tapas. Mas cada um fez um pedido, e o Gustavo queria carne. Sendo assim, chamou numa
Pra fechar, pedi umas
O clima cool do lugar e o solzinho que batia estavam tentadores. Mas o lance na Espanha é picar de bar em bar. Com isso, pagamos 








O centro da cidade requer no mínimo um dia para visitação. O ponto de partida é sempre o Duomo, a catedral gótica que é uma das construções mais absurdamente fantásticas que eu já vi. Depois de meia hora tentando entender aquilo tudo, ande um pouquinho pelas ruas, quebre a direita numa pseudo galeria e você vai encontrar um restaurantezinho honesto. Pra turista? Sim, bem pra turista, mas com comida boa. O nome dele é
Uma tábua de formaggio me pareceu mais que bom pra abrir os trabalhos. Tinha
E se é pra ser turistão, então bora chamar num clássico do menu:
O Peretti, mais acostumado com a Itália que eu, provou umas
Depois do almoço rápido, recarregamos as energias pro resto da pernada. Saímos direto pra conhecer o Teatro alla Scala. Dele, topamos com a imponente Galeria Vittorio Emanuele II.
Sabia que por ali, havia um lugar super tradicional que servia bons gelattos que eles mesmos produziam:
Experimentei um copinho com três sabores. Um era o baccio, que é de chocolate mais levinho. Outro era de canela com um sabor e aroma ótimos. E o terceiro era de frutas vermelhas. Este último, preciso confessar que não curti. Era forte demais e apagava os outros.
Ainda faltava conhecer o Quadrilatero D’Oro, também conhecido como Quadrilátero da Moda. Quatro ruas chiquetérrimas oferecem o que há de melhor e mais novo no mundo da moda mundial.
O destino gastronômico da região foi a
A elegância do lugar começava pelos garçons antigos da casa, todos muito bem alinhados.
Na Cova, provei um
Vale até um replay por outro ângulo.
A minha pedida tinha sido incrível, mas tenho que reconhecer que o ruivo me ganhou nessa. Foi num
Ao final, tínhamos conhecido toda a parte turística do centro e experimentado ótimos pratos, sorvetes e doces. No total, gastamos 













Pesquisando daqui e dali, acabei descobrindo a
Eis que no andar térreo encontramos o 10 Corso Como Garden Café, onde você pode saborear algumas delícias em meio a um jardim tranqüilo.
Só posso dizer que é parada obrigatória entre uma loja e outra do complexo.
Era fim de tarde, então a idéia minha e do Peretti era beliscar algo. Era beliscar, até a hora que a gente viu a carta de doces. Eu não tive a menor dúvida que provaria o
O Peretti se atirou num
Fundamental destacar o belo set list do lugar. Até página no menu com as músicas que tocam lá eles oferecem.
Pra beber, o Peretti pediu um cappuccino, mantendo a vibe cafeteria.
Cafeteria? Só se for pra ele. Eu tava mais no clima bar e happy hour. Tanto que pedi um
A noite foi caindo e eu tomei uma das decisões mais sábias da noite. Liguei para a Paula, uma querida amiga e
O ambiente dentro do restaurante era bonitinho até, mas nada no mundo faria a gente não sentar nas mesinhas da rua. Além do desfile de italianas bem vestidas na movimentada rua, o clima ameno estava propício pra ficar ali jogado.
O menu era todo escrito a mão, e algumas coisas nem davam pra entender direito. Mas a atendente esbanjou simpatia e nos ajudou a decifrar tudo.
Eu fui num
Para acompanhar pedimos
E uma
Ah, já ia esquecendo do vinho. Na Itália, é meio que norma beber nas refeições. Provamos um
30 euros por pessoa pagos e a noite tinha tudo para acabar ali. Tinha eu disse, porque descobrimos que a Corso Garibaldi continuava até um animado bar chamado Radetzky. A gente não acreditava na quantidade de gente bonita que tinha no lugar. Ficamos ali curtindo o vai e vem por um tempinho.
Já de saída, avistei uma sorveteria que parecia mais um bar de drinks, chamada
Entramos ali e cada um pegou um copinho de sorvete. Dois sabores pra mim:
Depois de tudo, só ficou a certeza de que todos estes lugares da Corso Como e Corso Garibaldi são daqueles que deixam saudades antes mesmo de ir embora.







